ANAIS CIOPAR - Vol. 3 - 2017 - ISSN: 2237-9231


Título: A TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL MELHORA OS PARAMÊTROS CLÍNICOS PERIODONTAIS E A OSSEOINTEGRAÇÃO DE IMPLANTES DENTÁRIOS? UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA.
Área: DISFUNÇÃO TÊMPORO-MANDIBULAR E DOR OROFACIALIMPLANTODONTIAENDODONTIA
Autores: JOÃO DANIEL PAGANELLA CHAVES (UFPR); TAIZE FRANCIELE MASSIGNANI (UFPR); STEPHANIE WARNAVIN CUBAS (UFPR); JOÃO PAULO STEFFENS (UFPR)

Resumo:

O objetivo desta revisão foi responder à questão: Quais os efeitos da Terapia de Reposição Hormonal (TRH) sobre os parâmetros periodontais e implantares em homens e mulheres. Foram realizadas pesquisas em bases de dados eletrônicas e pesquisas manuais com termos simples ou combinações, em português, inglês ou espanhol. Os textos incluídos deveriam ser estudos transversais e longitudinais em humanos que avaliassem profundidade de sondagem (PS), nível clínico de inserção (NIC), sangramento a sondagem (SS), perda óssea radiográfica (POR) ou falha na osseointegração de implantes dentários. Um total de 13 estudos foram incluídos. A PS variou entre 0.02-0.2mm; 20% dos estudos revelaram redução na PS em mulheres TRH+, outros 20% demonstraram que mulheres TRH+ apresentam menores médias de PS enquanto que 60% dos artigos não encontraram diferenças estatisticamente significativas. Com relação ao SS, os dois estudos incluídos demonstraram que a TRH reduziu a porcentagem de sítios com SS em mulheres pós-menopáusicas. O NIC variou de 0.04-0.54mm entre os grupos; dois estudos revelaram que mulheres TRH+ apresentaram menores médias de perda de inserção ou % de sítios com NIC> 5mm, enquanto outros dois artigos não encontraram diferenças. Com relação à POR, os resultados variaram de 0.1-1,7mm; 50% dos estudos indicaram que a TRH tem um efeito protetor sobre a altura da crista óssea alveolar, enquanto que outra metade não encontrou diferenças significativas. Dos artigos que avaliaram os fatores implantares, 25% revelaram que mulheres com TRH apresentaram maior falha em relação às mulheres TRH-, enquanto que 75% dos estudos não encontraram diferenças significativas.



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